E tinha uma índia pura no começo da família: exercício etnográfico em torno de categorias identitárias em algumas comunidades quilombolas na Paraíba

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Mércia Rejane Rangel Batista

Resumo





Partindo da discussão instaurada no âmbito de um projeto coletivo de pesquisa, buscamos recuperar, em termos históricos e antropológicos, como vem se constituindo a categoria quilombola no estado da Paraíba. Apropriamo-nos de alguns materiais de pesquisa gerados em condições distintas: produção de Relatório Técnico de Identificação e Delimitação e exercícios etnográficos, tendo em vista a construção de dissertações de mestrado. Recuperamos a discussão realizada em torno do autorreconhecimento e a relação deste com um território. Através dos materiais etnográficos procuramos indicar que, se em alguns casos, a terra é um elemento aglutinador do próprio sentido da vida, capaz então de expressar uma história particular, em outros cenários, parece que estamos em situações mais complexas. Tratamos mais diretamente de duas comunidades quilombolas (Grilo e Pedra D’água) e, indiretamente, de outras três (Talhado Rural, Talhado Urbano e Monte São Sebastião). Por isso, ao nos deparamos em alguns relatos de moradores negros nas comunidades quilombolas sobre relações de origem, consanguinidade e aliança, envolvendo negros e índios, percebemos uma acentuação estratégica de alguns destes elementos em detrimento de outros.





Detalhes do artigo

Como Citar
Batista, M. R. R. (2011). E tinha uma índia pura no começo da família:. Raízes: Revista De Ciências Sociais E Econômicas, 31(2), 38-53. https://doi.org/10.37370/raizes.2011.v31.332
Seção
Artigos

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