LA RAZA Y LA CUESTIÓN AGRARIA EN BRASIL, O ¿DÓNDE ESTÁ LA RAZA EN LOS DEBATES AGRARIOS BRASILEÑOS?
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Resumen
Este trabajo elabora una perspectiva centrada en los debates sobre raza y racismo como forma de revisar la cuestión agraria brasileña, señalando lagunas en la literatura y potencialidades críticas para el análisis. La propuesta presenta la cuestión agraria como un concepto discursivo y dinámico, entendiéndola a partir de disputas entre diferentes grupos sociales por la definición de un problema y por sus formas de intervención. En medio de las disputas se encuentran el racismo y situaciones de colonialismo interno, así como formas de resistencia que cuestionan la existencia de un sujeto opaco y único en el campo. Las formas de jerarquización, control, subyugación y exterminio de las poblaciones racializadas, sus cuerpos, sus conocimientos y sus formas de uso y ocupación de la tierra están presentes en las narrativas hegemónicas del desarrollo económico, social y político, constituidas como medios de subyugación de poblaciones desarraigadas y sistemáticamente desposeídas de sus medios de reproducción social. Las transformaciones de la plantación y su fundamento de violencia contra las poblaciones originarias, tradicionales, quilombolas y campesinas reactivan la descalificación de los grupos y sus modos de vida, consolidando la imagen moderna de una agricultura económicamente viable, lucrativa e integrada que recrea las violencias y los esquemas de continuo racial. Sin embargo, también se observan prácticas y formas de resistencia que han demostrado sistemáticamente que la división racial es un elemento central de la organización, la elaboración política y las formas de vida en la tierra.
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