A trajetória da algaroba no semiárido nordestino: dilemas políticos e científicos

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Ramonildes Alves Gomes

Resumo





A introdução da algaroba (Prosopis juliflora (sw) D.C.) no semiárido nordestino, iniciada na década de 1940, é um exemplo paradigmático do que chamaremos aqui de estratégias de eco-agro-inovação para o desenvolvimento, em que diferentes poderes/saberes são mobilizados e se confrontam, alterando a percepção sobre constrangimentos e vulnerabilidades do ambiente natural. Inspirados na ecologia política e adotando abordagem processual, analisamos a trajetória da algaroba no semiárido ao longo dos últimos 60 anos em termos das lógicas/racionalidades e interesses que moldaram políticas de incentivo ao plantio da espécie na região e que informam as denúncias mais recentes da planta como invasora e ameaça à vegetação nativa. O debate sobre a algaroba expressa dilemas políticos e científicos, que vão além do enquadramento como problema ambiental. A espécie é um elemento importante de redes sociais e econômicas e a compreensão sobre essas redes deve informar pesquisas agronômicas e ecológicas sobre os impactos da algaroba na região.





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Como Citar
Cunha, L. H., & Gomes, R. A. (2012). A trajetória da algaroba no semiárido nordestino: dilemas políticos e científicos. Raízes: Revista De Ciências Sociais E Econômicas, 32(1), 72-95. https://doi.org/10.37370/raizes.2012.v32.349
Seção
Artigos

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