Tramas e ardis do jogo político: entre microfones, cores e promessas fugidias

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Maria Lucinete Fortunato
Mariana Moreira Neto

Resumo

As relações de poder em municípios do Alto Sertão Paraibano, no que concerne ao exercício do poder político local, têm sido historicamente analisadas como relações “tradicionais” ou de “apadrinhamento” e dominação. Na contemporaneidade, o “poder” tem sido pensado enquanto uma rede de relações entre forças distintas e conflitantes, a partir do entendimento foucaultiano de que não há relação de poder sem a constituição de um campo de saber. Neste texto defendemos a relevância da problematização da presença ou não dessas relações tradicionais e da existência de continuidades e descontinuidades no quadro atual. No campo discursivo, mudanças de concepções, atitudes e procedimentos de agentes tais como os políticos, a mídia, partidos, associações civis organizados, movimentos sociais etc., representam uma interessante trilha para o entendimento de como são (re)significadas as vivências e as concepções sobre poder local. O objetivo deste artigo é contribuir com esse debate, discutindo o caso dos jogos político-eleitorais nas eleições de 2012 no município de Cajazeiras - PB. A discussão será permeada pelo entendimento do poder como um conjunto de relações de forças e estratégias específicas que instituem uma cultura política, questionando até que ponto, nesse contexto, o poder é pensado como extensão de domínios privados, em suas dinâmicas sutis e microscópicas.

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Como Citar
Fortunato, M. L. ., & Moreira Neto, M. . (2013). Tramas e ardis do jogo político:: entre microfones, cores e promessas fugidias. Raízes: Revista De Ciências Sociais E Econômicas, 33(1), 136–148. https://doi.org/10.37370/raizes.2013.v33.384
Seção
Dossiê: Poder Local, Mandonismo, Família e Política

Referências

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